08 abril, 2010

J.M. Le Clézio - "Estrela Errante"

Estrela Errante” (Ed. Dom Quixote) é a história de Esther-Hélène-Estrellita, uma jovem judia de 13 anos, que vive refugiada com a família numa aldeia italiana situada num vale imenso, onde vive uma adolescência serena - onde descobre como é ser judeu em tempo de guerra - e da fuga para o novo estado de Israel.
Durante o verão de 1943 os judeus sobreviventes decidem partir para Israel, fugindo aos alemães que se aproximam da aldeia. Ao atravessar as grandes montanhas inóspitas, pela primeira vez Estrellita compreendeu que “não era como as pessoas da aldeia. Elas podiam ficar nas suas casas, podiam continuar a viver naquele vale, sob aquele céu, a beber a água das torrentes…. Ela tinha de seguir com os que, como ela, já não tinham casa, já não tinham direito ao mesmo céu, à mesma água”.
Vive em Paris até aos 16 anos. Deixa França em 1947 rumo à Terra Prometida. Ali encontrará o amor, ali nascerá o seu “filho do sol”, mas não encontrará a paz.
No caminho cruza-se com Nejma, uma jovem palestiniana que, em sentido contrário, deixa o seu país em direcção aos campos de refugiados. Em exílios diferentes não deixarão de pensar uma na outra e na certeza de um reencontro.
Encontrar-se-ão?
Neste romance Le Clézio glorifica as mulheres e denuncia o absurdo da guerra.
Mais sobre o autor – prémio Nobel da Literatura em 2008 – aqui.

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2 comentários:

  1. Na minha opinião a obra é magnífica. O livro fala de dois povos que tem sido martirizados ao longo da história, alem disso, relembramos a nós europeus que somos também culpados da guerra entre Israelitas e Palestinianos. Infelizmente, os líderes políticos, tanto os Israelitas como os Palestinianos, ainda não perceberam o absurdo da guerra que Le Clézio tão bem retrata nesta sua obra.

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  2. Olá!
    Novata nestas coisas, só agora descobri o seu comentário. Imperdoável.
    Concordo plenamente consigo, a guerra é sempre absurda.
    Foi a primeira obra que li deste autor.
    A próxima será "A música da forme".

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