01 novembro, 2010

E se pudéssemos escolher a nossa família?

Sem qualquer hipótese de escolha nascemos no seio de uma família já constituída pelos nossos pais, tios, primos, avós, e bisavós.
Os nossos pais podem ter, ainda antes de nós nascermos, expectativas quanto à pessoa que gostariam que fossemos.
Por vezes as expectativas geram desilusões.
E começam logo com o nascimento de uma rapariga, quando preferiam um rapaz.
(Também acontece o inverso, uma colega minha, há muitos, muitos anos, convenceu-se de tal maneira de que iria dar à luz uma rapariga que quando nasceu um rapaz se virou para o médico e disse: Que desgosto! Resposta pronta do médico: Não quer deite no lixo. Aprendeu a lição e rapidamente se tornou numa mãe exemplar).
E continuam quando optamos por estudar direito e eles preferiam ter um filho médico.
E continuam quando escolhemos para casar este e eles preferiam aquele.
E continuam, e continuam.
Mas também acontece serem os filhos a desiludirem-se com os progenitores. Com os tios. Com os primos. Com os avós.
Isso são outras histórias...

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