03 novembro, 2010

Inveja, a máscara dos falhados

“Se, em vez de nos concentrarmos na nossa obra, começamos a pensar naqueles que tiveram êxito e nos atormentarmos invejando-os, perdemos a nossa frescura interior e tornamo-nos surdos e cegos. Já não vemos aquilo que valemos, já não nos sentimos estimulados a melhorar, já não conseguimos aprender”. (1)

No decurso da vida conheci pessoas – família, amigos, colegas – que gastavam mais tempo a invejar os bens materiais, os atributos físicos e as qualidades morais dos outros, do que a esforçarem-se para obterem, para eles, o mesmo ou mais ainda.
O mais estranho é que algumas dessas pessoas não tinham necessidade de invejar fosse o que fosse, fosse quem fosse, pois tinham a vida quase perfeita.
Então porque o faziam?
Porque queriam ser os maiores, os melhores, os únicos?
Nunca percebi porque uma colega invejava o meu novo anel de prata, quando ela tinha dois de ouro.
Nunca percebi porque uma amiga invejava o meu carro utilitário novo, quando ela conduzia um topo de gama.
Nunca percebi porque um familiar invejava a minha microempresa, quando a dele valia milhões.
Sem respostas, habituei-me a desfilar, indiferente, o brilho do meu optimismo, a energia positiva da minha vida, o sorriso de gratidão pelo que tenho, pelo que sou.
Mas isso faz “roer”, ainda mais, os invejosos. Os falhados da vida. Os incompetentes.
Nunca invejei algo de alguém. Assim ensinei os meus filhos.
(1) “Os Invejosos” – Franceso Alberoni, ed. Bertrand

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