31 outubro, 2010

Voltei...

Na minha ausência

viajei
admirei
fotografei
pintei
sonhei
amei
esperei
chorei

... e voltei

21 agosto, 2010

Força Fandy

Desejo que rapidamente ultrapasses os momentos difíceis que estás a viver.
Não consigo sequer imaginar o teu sofrimento, o que me faz sentir uma estranha sensação de impotência, preocupação e revolta. Queria transmitir-te palavras sábias que te dessem força e atenuassem a tua dor. Não as sei.
Mas tu, como a figueira imponente que te viu crescer, tens uma força interior que te ajudará a vencer. Apenas tens que encontrar nas tuas raízes a arte de viver e a coragem para seguires em frente, ainda mais forte.
Há muitos, muitos anos, li numa revista, cortei e guardei um conselho para uma vida saudável, de Michio Kushi, 76 anos, líder da comunidade macrobiótica internacional, que dizia assim: “amar muito; dar um passeio ao ar livre; deitar-se antes da meia-noite; beber água fresca; cantar uma canção em voz alta, todos os dias.”
Penso que apenas te falta descobrir a canção certa e treinar a voz. Nisto não te poderei ajudar. Desafinarei à primeira nota.
Eu e o C. vamos para longe por uns dias. Os nossos pensamentos e os nossos corações estarão contigo.
Prometo procurar para te trazer, o néctar da energia, da alegria, da felicidade e da longevidade.
Força!
Posted by Picasa

19 agosto, 2010

Avisto coisas lindas da minha janela...

Mealheiro

Pintei mais um mealheiro.
Este é para a Patrícia, a minha nora, que vai ser mãe do meu primeiro neto.
As cores foram escolhidas por ela.
Quando estiver bem cheio de notas e moedinhas ela pode parti-lo, que eu pintarei outro ainda mais colorido.
Ela merece.
Posted by Picasa

O regresso (anual) às origens

Chegou o Agosto.
Como tem acontecido há já vários anos, mais uma vez fui passar uns dias ao lugar onde nasci e onde estão aqueles que me deram a vida: a minha mãe, que habita na casa herdada dos meus avós, e o meu pai, que há 12 anos descansa em paz num jazigo no cemitério local.
A viagem anual coincide com as festas da terra e custa-me imaginar a minha mãe triste e sozinha, numa altura em que todos os habitantes da vila rejubilam com os familiares que chegam de longe.
Ainda não falhei um ano, desde o falecimento do meu pai.
É a minha semana da confusão de sentimentos: alegrias desmedidas, tristezas sem fim, encontros festivos, saudades doridas, recordações partilhadas, promessas anunciadas.
Este ano a minha mãe rejubilou de alegria. Primeiro porque o neto apareceu, com a mulher, e soube que vai ser bisavó (logo, eu vou ser avó…), segundo, porque as obras que fez em casa agradaram a toda a família.
Foram uns dias muito agradáveis, apesar do calor por vezes insuportável e dos excessos cometidos: muita comida, muita bebida, muitas horas sem dormir.
No terraço remodelado, junto de uma parreira bem tratada, saboreámos petiscos, encadeámos conversas, cheirámos as rosas, admirámos os cachos de uvas, derramámos o olhar no horizonte, vibrámos com a música pimba dos altifalantes, sobressaltámo-nos com o ribombar dos foguetes, vimos passar as bandas de música e a procissão.
Há ali lugar para todos: familiares, amigos e conhecidos.
Dali vejo o mundo.
Para o ano lá estarei para festejar mais uma festa.





13 julho, 2010

Brasil (Natal a Fortaleza) - viagem 2002

Natal é a capital do estado do Rio Grande do Norte.
A cidade, que cresceu nas margens do rio Potenji e do Forte dos Reis Magos, no extremo nordeste do Brasil, é a terceira capital de estado com melhor qualidade de vida e a mais próxima do continente europeu. Tem cerca de um milhão de habitantes.
Foi aqui que iniciámos a nossa emocionante aventura pelas praias do Rio Grande e Ceará, efectuada em Range Rover de Natal a Fortaleza e de avião no regresso a Natal.
O grupo era reduzido: eu, o meu marido e um casal de jovens portugueses, que não conhecíamos mas com quem gostámos de partilhar a aventura.
O jipe foi conduzido com mestria por dois guias simpáticos e competentes, que souberam mostrar-nos os locais e momentos de maior deslumbramento – um pôr-do-sol magnífico que aguardei sentada numa duna, em Canoa Quebrada, nunca será esquecido.
A viagem foi praticamente toda feita sobre a areia de praias exóticas semidesérticas e luxuriantes: areia branca, água azul. E quente!
Admirámos Genipabu e as suas lagoas situadas entre as dunas.
Passámos pelo Cabo de São Roque (ponto mais próximo do Continente Africano), Caraúbas (exuberante com os seus coqueirais), Maracajaú (com água cristalina), deserto de Alagamar, Dunas do Rosado.
Chegámos à Ponta do Mel, onde o sertão chega ao mar. As suas dunas móveis e falésias gigantes deixaram-nos extasiados.
Descobrimos a exótica e mística Canoa Quebrada. A animação é constante e a beleza natural uma inesgotável fonte de inspiração.
No total conhecemos cerca de 90 praias.
Degustámos o melhor peixe e marisco, em esplanadas no areal.
Deixámo-nos embalar pelo ritmo do forró.
Dormimos em pousadas rústicas mas acolhedoras.
Diz o ditado que “tudo o que é bom acaba depressa” e assim foi, quando chegámos a Fortaleza.
Aguardava-nos uma cidade de muito cimento, muito trânsito e o medo de sair do perímetro de segurança do hotel. Conseguimos ultrapassá-lo e passeámos divertidos no calçadão, em frente do hotel, e comprámos artesanato numa feira que diariamente, ao cair da tarde, ali se instala.
Os vendedores eram simpáticos, divertidos e muito, muito persistentes.
Fortaleza é a capital do estado brasileiro do Ceará, localizada no litoral Atlântico.
Com uma superfície de 313,8 km2 é a capital com maior densidade geográfica do país - tem cerca de 2,5 milhões de habitantes.
Uma viagem para recordar – sempre!
Posted by Picasa

07 julho, 2010

Futebol - mundial 2010


Não sou grande adepta de futebol, mas isso não invalida que não vibre com os feitos (defeitos) da nossa selecção – acima de tudo a NAÇÃO!
Desta vez, e porque tinha mais disponibilidade, não falhei um jogo da nossa equipa.
E não é que até vi (ouvi) a primeira parte do Portugal-Coreia do Norte na televisão duma esplanada, na praia aqui perto de casa? Ali sim, o ambiente era o de um verdadeiro estádio: quente, ruidoso, arrepiante. Não assisti à segunda parte porque donde estava não via a televisão… só ouvia. Vibrei na mesma…
Copiando a chusma de comentadores desportivos da nossa televisão, foi sem grande convicção que vi a escolha dos seleccionados – e critiquei o Queirós!
Mas os rapazes, jovens, possantes e garbosos, jogaram, marcaram e espantaram-nos.
Copiando a chusma de comentadores desportivos da nossa televisão, saltei, e gritei e vibrei – e aplaudi o Queirós!
Foi com enorme orgulho que coloquei a bandeira portuguesa na varanda, comprei e vesti camisolas verdes e vermelhas, relembrei a letra do hino e sonhei com a farra da consagração.
Tudo corria bem, primeiro ultrapassámos a Costa do Marfim, depois cilindrámos a Coreia do Norte e depois calámos o Brasil.
Estávamos nos oitavos-de-final.
Mas eis que chegou o dia do confronto com os nossos vizinhos espanhóis – e eles levaram a melhor. Bolas!
Copiando a chusma de comentadores desportivos da nossa televisão, emudeci, e julguei, e injuriei – e arrasei o Queirós!
Os nossos jogos foram poucos, mas bons. Há que dizê-lo.
O Queirós está habituado a passar de bom a besta e já me perdoou – neste país é mesmo assim, ninguém leva a mal.
Ai dele que se demita.
Vai ter de pôr aquela malta a trabalhar e a suar as estopinhas, para que daqui a 4 anos eu volte a colocar a bandeira na varanda, e volte a vestir a camisola verde e rubra e aprenda a soprar qualquer coisa que faça barulho, mas pouco.
Sim, porque sou portuguesa e esta é a minha bandeira.
Sim, porque a camisola é do meu exacto tamanho. Sim, porque nunca mais quero ouvir uma vuvuzela. Até 2014!

Posted by Picasa

05 julho, 2010

Mealheiro

Pintei este mealheiro (de gesso) para a minha filha.
Veremos se ela conseguirá enchê-lo de moedinhas e, porque não, de notinhas...
Força!

Posted by Picasa

Chile, Argentina e Patagónia - viagem 2004

Viagem de férias a Santiago do Chile, Valparaíso e Vina del Mar (Chile), Buenos Aires (Argentina) e El Calafate - Glaciar Perito Moreno (Patagónia).
Foi uma viagem fantástica e inesquecível.
O Chile é um país da América do Sul, com cerca de 757.000 km2 de superfície e 15 milhões de habitantes, que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encaixada entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico. Faz fronteira a norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia, a leste com a Argentina e a Passagem de Drake, a ponta mais meridional do país. O oceano Pacífico forma toda a fronteira oeste do país, com um litoral que se estende por 6.435 quilómetros.
Controla, ainda, a Ilha de Páscoa e a Ilha Sala y Gómez, as ilhas do leste da Polinésia, que incorporou ao seu território em 1888, e a Ilha Robinson Crusoe, a mais de 600 quilómetros do continente, no Arquipélago Juan Fernández.
O Chile tem um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo - o Atacama - no norte do país, um clima mediterrâneo no centro, até um clima alpino propenso a neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos.
O deserto do norte chileno contém uma grande riqueza mineral, principalmente de cobre.
A área central domina o país em termos de população e de recursos agrícolas.
O Chile é um dos países mais estáveis e prósperos da América do Sul.
A Argentina é o segundo maior país da América do Sul, constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autónoma, Buenos Aires. É o oitavo maior país do mundo em área territorial, o maior entre as nações de língua espanhola e o quarto maior da América (depois de Canadá, Estados Unidos e Brasil).
A área continental da Argentina situa-se entre a Cordilheira dos Andes a oeste e o Oceano Atlântico, a leste. Faz fronteira com Paraguai e Bolívia ao norte, Brasil e Uruguai a nordeste e com o Chile a oeste e sul. A sua superfície total legal é de 3 745 247 km², dos quais 2 780 400 km² correspondem ao continente americano e 964 847 km² ao continente antárctico.
O seu território dividir-se em três partes distintas: as planícies férteis das Pampas no norte do país, que são o centro da riqueza agrícola da Argentina, o planalto da Patagónia ao sul até à Terra do Fogo, e a escarpada cordilheira dos Andes ao longo da fronteira ocidental com o Chile, cujo ponto mais elevado é o monte Aconcágua, com 6 960 m de altura.
Posted by Picasa

Chile, Argentina e Patagónia - viagem 2004 (cont.)

O clima temperado, geralmente varia de subtropical no norte, até subpolar no extremo sul. O norte é caracterizado por verões quentes e húmidos, com invernos secos, e está sujeito a secas periódicas. O centro da Argentina tem verões quentes com trovoadas (oeste da Argentina produz alguns dos maiores granizos do mundo), e invernos frios. Nas regiões do sul, os verões são mornos e os invernos frios com fortes nevões, especialmente nas zonas montanhosas.
As temperaturas mais quentes e frias da América do Sul ocorrem na Argentina.
A Cidade de Buenos Aires encontra-se, quase na sua totalidade, na região dos Pampas.
O seu clima é temperado oceânico, com uma temperatura média anual de 16,5 °C. Durante o inverno as temperaturas oscilam entre os 3 °C e 18 °C, descendo, por vezes, até a 0 °C. No verão, as temperaturas ascendem a uma média de 28 °C. Apesar de não serem altas em comparação com as registadas no norte do país, provocam desconforto dado o elevado grau de humidade.
A cidade tem uma população de cerca de 2 776 138 habitantes.
A Patagónia é uma região situada no extremo sul do continente americano, conhecida como Região de Magalhães e que compreende o sul da Argentina e o sul do Chile.
A região mais meridional do continente é conhecida como Terra do Fogo (Tierra del Fuego). Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia, conhecida como "a terra do fim do mundo".
El Calafate é uma pequena cidade localizada na província de Santa Cruz, Argentina, próximo da fronteira com o Chile, com aproximadamente 5.500 habitantes, um aeroporto moderno e hotéis de qualidade.
O seu clima é frio, com média anual de sete graus, temperaturas máximas de treze graus e mínimas de dez abaixo de zero.
É a cidade mais próxima do Parque Nacional dos Glaciares, a cerca de 80 quilómetros, onde se localiza a maior geleira em extensão horizontal do mundo: Glaciar Perito Moreno, com 5 km de largura e 60m de altura acima da superfície da água do lago.
Devido ao seu tamanho e acessibilidade, Perito Moreno é uma das principais atracções turísticas da Patagónia argentina.
Um colosso!

14 junho, 2010

Ibiza - viagem 2003

No verão de 2003 optámos por umas férias mais sossegadas e rumámos a Ibiza – eu, o Carlos e os dois filhotes.
Para quem gosta de sol e de praia, como eu, foi uma semana maravilhosa!
O hotel ficava junto de uma praia de águas quentes e cristalinas, e tinha uma piscina fabulosa. Logo, eu passava a manhã a ler junto à piscina e a tarde (toda) na praia. Nessa semana li o extraordinário romance “Equador”, do Miguel Sousa Tavares.
À noite saíamos à descoberta da famosa noite de Ibiza, mas, como a balada era demasiado agitada para nós, limitávamo-nos a jantar, calcorrear a zona das inúmeras lojas, boutiques, bares e restaurantes, apinhada de gente, e regressar ao hotel, para uns minutos de diversão no bar, sempre repleto de turistas barulhentos de todos os cantos da Europa.
Só o meu filho se aventurou na agitada vida nocturna de Ibiza, que começava à meia-noite e se prolongava até ao início da tarde.
E gostou.
Ibiza é uma das ilhas do arquipélago das Baleares, localizado a leste de Espanha, no mar Mediterrâneo.
Com uma área de 575 km2 e uma população de cerca de 106 mil habitantes, tornou-se um destino muito procurado pelos turistas mais jovens que procuram principalmente diversão.
E ali há realmente muita!
Mais fotos em http://www.fugasreveladas.blogspot.com/
Posted by Picasa

31 maio, 2010

Orquídeas

Na passada semana a F. e o V. ofereceram-me esta lindíssima orquídea.
A acompanhá-la vinha a seguinte nota: regar 1 a 2 vezes por semana, não deixar água no prato, o vazo deve ser transparente, não necessita de ser mudada para um vaso maior.
Fiquei deslumbrada e assustada: como vou eu tratar desta formosura?
Parti à descoberta de dicas e conselhos. Pesquisei, pesquisei e mais me assustei…
Fiquei a saber que o primeiro passo para cultivar uma orquídea é proceder à sua correcta identificação. A tarefa não é fácil já que existem 750 géneros e 20.000 espécies de orquídeas. E agora?
Fiquei a saber que é fácil para algumas pessoas mantê-las deslumbrantes, mas para outras é muito complicado. E agora?
Fiquei a saber que há inúmeros coleccionadores de orquídeas, que tudo sabem sobre esta planta que dá flores belas e elegantes. E agora?
Vou ter de me esforçar para conseguir manter esta preciosidade…
Obrigada!
Posted by Picasa

26 maio, 2010

Vamos jantar fora?

Sempre gostei de conhecer e jantar em restaurantes.
Há uns anos atrás, quando o nosso dinheiro ainda era o Escudo, eu e o meu marido tínhamos por hábito jantar fora todas as sextas-feiras. O prazer não estava apenas no jantar fora, mas na descoberta dos restaurantes de Lisboa e arredores.
Era engraçadíssimo!
Durante a semana pesquisávamos as críticas e sugestões da imprensa e as dicas dos amigos e conhecidos. Depois, à sexta-feira, partíamos à conquista de mais um espaço de degustação.
No final do repasto havia que qualificar o restaurante e aí entrava eu com a minha longa lista anual, onde anotava a classificação devida: MB (muito bom), B (bom), V (voltar), NV (não voltar).
Os meus níveis de qualificação passavam pela localização, pela decoração, pelo ambiente, pelo atendimento, pelo cardápio, pela garrafeira e, mais importante, pela criatividade, preparação e apresentação dos pratos.
E as pequenas atenções do pessoal? Bem, também as qualificava e gratificava.
Era um arquivo seriamente organizado. E muito requisitado pelos amigos.
Nessa altura conhecemos a grande maioria dos restaurantes da capital.
Alguns eram baratos e bons, outros caros e fracos, outros muito caros mas excelentes.
Dávamos preferência aos restaurantes seguidores da cozinha tradicional portuguesa. Fugíamos da gastronomia importada, mas por vezes caíamos em tentação e o resultado era sempre o mesmo – NV.
Alguns permanecem na minha memória, pelas melhores razões: Conventual, Casa da Comida, Pap’Açorda, Pabe, Solar dos Presuntos, Bica do Sapato, Tavares Rico, Gambrinus, Mezzaluna, Solar dos Presuntos, Solar dos Nunes, São Jerónimo, Terreiro do Paço, Tasquinha d’ Adelaide, Valle Flôr, Uai, Vela Latina, XL, A Pastorinha, Fortaleza do Guincho, Porto de Santa Maria, Estoril Mandarim e muito, muitos outros.
Acreditem, conhecemos quase todos.
Mais tarde passámos à descoberta de restaurantes em outras regiões.
Optámos pelo domingo para deambular estrada fora à procura do melhor da nossa cozinha.
Um assombro!
Desta experiência falarei numa outra ocasião.
Posted by Picasa

22 maio, 2010

Captei e... guardei!

Fim de tarde numa praia de Cascais.
Maravilha!
Posted by Picasa

21 maio, 2010

Pai Frutuoso A.

Este ano, se fosse vivo o meu outro pai – Frutuoso A. – faria 100 anos.
Partiu em 1999, mas durante 89 anos a família e os amigos conviveram com a sua força, a sua alegria, o seu exemplo de honestidade.
Lamentavelmente conheci-o na etapa final da vida, quando as maleitas físicas já se faziam sentir e a qualidade de vida começava a diminuir.
Mantinha intacto o amor pela família.
E foi a família que me contou histórias do passado que não vivi.
Soube que muito jovem partiu de uma aldeia no inteior interior – Sobral - para um país distante – Moçambique - e de mato fez milagres “A Chibata”.
Soube que acompanhava os trabalhadores de manhã à noite e a todos respeitava.
Soube que ali constituiu família, e ali nasceram os filhos e netos.
Soube que gostava de conviver com os amigos, de preferência em sua casa, provando e dando a provar os petiscos feitos pela mulher que o acompanhou até ao último suspiro.
Soube que ajudava todos os que o procuravam necessitados.
Soube que ganhava aos amigos quando apostavam quem beberia mais whiskies (com muita água, era assim que se bebia).
Soube que por vezes o carro que conduzia saía do alcatrão, e os filhos atrás riam sem parar.
Soube que ao decidir regressar a Portugal (na altura em que todos, ou quase todos o fizeram) deixara para trás tudo o que criara a partir do nada.
Soube que a tristeza começou a tomar conta da sua vida e só encontrava consolo na família.
Passava os dias entre Campo de Ourique e o Sobral (o regresso às origens, sempre). Lá carregava baterias, aqui envelhecia entre quatro paredes que o aprisionavam e lhe lembravam os horizontes sem fim que deixara em África.
Nos últimos anos passou por situações críticas e dolorosas que não quero recordar. Quero sim recordar, o carinho que me deu sempre.
Sei que sentiu que eu o acompanhei, o admirei, o acarinhei e o estimei sempre.
Onde estiver – um beijo de enorme saudade.
Posted by Picasa

18 maio, 2010

Força F.

Por vezes a vida prega-nos partidas arrepiantes.
Não te deixes abater pelo desânimo,
Tu és forte.

Quando chegaste a uma etapa da vida em que deverias usufruir plenamente do conforto, paz, alegria e todo o amor do mundo, a vida desafiou-te para outro combate desigual.
Mas tu és forte.

Venceste um primeiro combate. Vencerás o próximo.
Com o apoio do anjo da guarda que te acompanha tudo ficará mais fácil.
Tenho a certeza.
Vou ficar à tua espera, para festejarmos a vitória.
Posted by Picasa

10 maio, 2010

Acreditem ou não...


Fui eu que pintei utilizando a técnica do guardanapo com craquelê.
Posted by Picasa

15 abril, 2010

Acreditem ou não...

Fui eu que pintei - marfinite.
Posted by Picasa

07 abril, 2010

Acreditem ou não...

Esta é mais uma das coisas que aprendi a fazer - pintar em marfinite.
Posted by Picasa

Turquia - viagem 2009

Inicialmente escolhido sem grande convicção, o destino das últimas férias veio a revelar-se surpreendente e inesquecível.
O itinerário, designado “Turquia Espectacular”, incluiu a visita a Istambul, Ankara, Capadócia, Konya, Pamukkale, Éfeso, Izmir, Pérgamo, Tróia e Çanakkale. Deixámos as idílicas praias mediterrânicas para uma segunda viagem e partimos à descoberta dos tesouros culturais e históricos do país. As surpresas sucederam-se: o riquíssimo património histórico, a impressionante diversidade geográfica, o admirável contraste entre o antigo e o moderno, o colorido dos tapetes e kilims, o requinte da aromática gastronomia, o povo alegre, simpático e hospitaleiro.
Chegámos a Istambul - cidade que liga os continentes asiático e europeu - ao início da noite e logo no trajecto do aeroporto para o hotel constatámos que estávamos numa grande cidade imperial, cosmopolita, que fervilhava de gente e de trânsito, com os monumentos profusamente iluminados e inúmeros barcos a circular no Bósforo. De madrugada fomos acordados por um cântico transmitido por altifalantes colocados no alto dos minaretes e que chama os fiéis para a oração – estávamos num país muçulmano.
A descoberta dos principais pontos de interesse histórico da cidade, que foi capital dos impérios Otomano, Bizantino e Romano, iniciar-se-ia no dia seguinte, após um soberbo pequeno-almoço com o famoso iogurte, o pão achatado e uma diversidade, sem igual, de legumes cozinhados, pastelaria, doçaria, frutos frescos e muitos, muitos, frutos secos.
Começámos pelo Palácio de Topkapi, centro de poder do Império Otomano durante cerca de 4 séculos, onde estão expostas diversas colecções de tesouros: jóias com milhares de brilhantes, pedras preciosas e semi-preciosas; porcelanas; trajes imperiais; armas e armaduras; relógios; miniaturas e manuscritos.
No bairro de Sultanahmet ficam, frente a frente, dois dos mais importantes monumentos da cidade: A Mesquita Azul - lindíssima com os seus azulejos azuis de Iznik, os seis minaretes, as cúpulas pintadas com padrões de arabescos mesméricos, e a Igreja de Santa Sofia (Igreja da Sagrada Sabedoria) – projectada como “um espelho do céu na Terra” que abriga nas paredes e cúpulas esplêndidos mosaicos bizantinos, com destaque para a figura de Cristo, a Virgem com o menino Jesus ao colo, o arcanjo Gabriel.
Posted by Picasa

Turquia - viagem 2009 (cont.)

O Bairro do Bazar é o bairro das lojas e mercados. Ali fica o Grande Bazar - labirinto de ruas com mil e uma lojas repletas de produtos tentadores e lojistas alvoraçados, onde apetece voltar sempre e comprar tudo e onde tudo se regateia, e o Bazar das Especiarias - onde se encontram todas as especiarias orientais, ervas aromáticas, mel e frutos secos.
Terminámos a visita a Istambul com um relaxante cruzeiro pelo Bósforo.
Seguimos viagem em direcção a Ankara, a moderna capital da Turquia, onde visitámos o magnífico Museu das Civilizações, que alberga a maior colecção de antiguidades hititas do mundo e o Mausoléu de Atatürk que guarda a urna com as cinzas do fundador da República Turca, em 1923, e uma grande mostra de fotografias, pinturas e magníficos objectos pessoais.
Na Anatólia Central deslumbrámo-nos com a região da Capadócia – paisagem única esculpida pela natureza. Na sua origem estiveram dois vulcões, já extintos, que expeliram a lava e cinzas que formou uma paisagem encantada de tufo vulcânico. Depois, ao longo de milhares de anos, a erosão pela água e vento esculpiu as extraordinárias formações rochosas. A macieza do tufo permitiu aos antigos habitantes da região escavar cavernas subterrâneas interligadas e ali viverem em comunidade, sem uma fresta de luz mas com um eficiente sistema de ventilação.
Partimos depois para a região do Egeu, habitada por 1/3 dos cerca de 71 milhões de habitantes da Turquia.
Nesta região (onde nos) deslumbrámo-nos com os vestígios de cerca de 5000 anos de história grega e romana. É o caso das ruínas de Éfeso - Biblioteca de Celso, o Teatro escavado na vertente do monte Pion, o Templo de Adriano, a Rua Colunada alinhada por colunas jónicas e dóricas, o Templo de Domiciano, a Porta de Hércules e muitos outros, de Izmir, de Pérgamo - o Altar de Zeus, o Templo de Trajano e o Teatro com capacidade para 10.000 lugares, de Tróia - com o imponente Cavalo de Tróia.
A cerca de 8 km do centro de Éfeso, no alto do monte Coresus, visitámos a Casa da Virgem Maria, local de peregrinação de cristãos e muçulmanos, onde a mãe de Jesus terá vivido os últimos anos da sua vida.
Visitámos, ainda, os terraços e as nascentes de Pamukkale (Palácio de Algodão), formações calcárias, numa extensão de 3000m de largura por 100m de altura, de um branco cintilante que lembra uma paisagem lunar. Espectacular! Como toda a viagem, que terminou com a travessia do Mar da Mármara em ferryboat e o regresso a Istambul.

01 abril, 2010

México (Cancun - Riviera Maya) - viagem 2008

Viagem de férias a Cancun - Riviera Maya, um dos destinos turísticos mais importantes do México e um dos mais procurados internacionalmente.
O México é uma república democrática, representativa e federal que ocupa a parte meridional da América do Norte, fazendo fronteira a norte com os Estados Unidos da América, a leste com o Golfo do México e o Mar do Caribe, a sudoeste com Belize e Guatemala e a oeste com o Oceano Pacífico. Ocupa uma extensão de cerca de 2 milhões de Km2, tem uma população superior a 107 milhões e é considerada a maior nação hispano-falante.
Cancun é uma cidade localizada no estado de Quintana Roo, com cerca de 22 Km de praias, divididos entre uma lagoa e o mar, onde se situa o aeroporto internacional que serve Riviera Maya.
A Riviera Maya é uma zona turística localizada no estado de Quintana Roo, banhada pelo Mar das Caraibas, estendendo-se ao longo de 130 Km de litoral, com praias de água quente em tons de azul-turquesa e areia fina, empreendimentos turísticos de elevado nível e parques ecológicos de beleza imponente.
Há que destacar a preservação da suas belezas naturais e a sua cultura ancestral, representada em cidades como Tulum, Uxmal ou Chichen Itzá, uma das 7 Maravilhas do Mundo, localizada no estado de Iucatã.
As praias deslumbrantes, o clima excepcional e as noites “calientes” fazem de Cancun – Riviera Maya um destino turístico de eleição.

Feliz Páscoa,com muitas, muitas amêndoas

Posted by Picasa

1 de Abril

Convidaram-me para uma viagem à lua.
Ainda não decidi se vou aceitar...
Posted by Picasa