22 fevereiro, 2011

Seychelles e África do Sul - viagem 1995

Dezembro de 1995. Um mês que ficará para sempre na nossa memória. Passámos o Natal nas Seychelles e o Fim do Ano em Sun City, na África do Sul.


O arquipélago das Seychelles – que se tornou independente do Reino Unido em 1976 - é um verdadeiro paraíso no Índico, com baías cristalinas, inúmeras praias de areia branca, águas de azul-turquesa, hotéis luxuosos, hotéis modestos, vegetação verde e luxuriante, uma temperatura amena e constante. É o destino exótico ideal para quem gosta de banhos de mar em praias quase desertas, fazer mergulho, admirar a natureza, comer peixe fresquíssimo, conviver e descansar. Ali não se vivem noites ruidosas. Ali a natureza impõe silêncio. No primeiro dia na lha de Mahé, a maior e mais habitada das ilhas, na primeira ida à praia, a nossa máquina fotográfica resolveu “experimentar”a água e…. deixou de funcionar. Eu, principalmente, entrei em pânico. Como iríamos fazer o registo fotográfico da viagem? Em Victoria, a capital, com cerca de 23 mil habitantes, comprámos uma máquina descartável da Kodak, que permitiu fazer um mini registo fotográfico da viagem. Tudo o que não conseguimos registar em fotografias, guardámos na memória.


Sun City, na África do Sul, é um luxuoso, extravagante e impressionante complexo de entretenimento, situado a cerca de duzentos quilómetros de Joanesburgo. Ali encontramos hotéis, um casino gigantesco (podemos entrar e jogar vestindo apenas os fatos de banho), lagos, uma praia artificial com ondas que atingem 1,9 metros de altura, campos de golfe, cinemas, espectáculos de luz e som com esculturas de animais selvagens em tamanho real, restaurantes, bares, etc., etc., etc. Foi maravilhoso!


Depois do animado final de ano, partimos de carro para Joanesburgo e daí voámos para o Kruger National Park. O Kruger Park, criado em 1898 pelo presidente Paul Kruger, é um dos dez parques naturais mais importantes do mundo. Tem cerca de 350 kms de comprimento e 60 de largura e hospeda mais de quinhentas espécies de aves, 112 de répteis e 150 mamíferos, bem representados por uma população de leões, leopardos, búfalos, elefantes e rinocerontes. Por curiosidade diga-se que cerca de 20kms2 do parque fazem fronteira com Moçambique. Dentro do parque há mais de vinte acampamentos, equipados com restaurantes, piscinas e confortáveis bungalows. Nós ficámos, quatro dias, no acampamento de Skukuza. Pela manhã, bem cedinho, partíamos com o guia, um sul-africano simpático e competente, e mais três turistas – uma alemã e duas italianas - à procura dos animais do parque. Andávamos naquela busca todo o dia e anotávamos, num folheto próprio, os animais que encontrávamos. À noite, em excelentes jantares, trocávamos opiniões sobre o que víamos durante o dia. O animal mais difícil de localizar foi o leão. Foi no último dia que encontrámos uma família de leões. Bem longe da estrada, escondidos pela vegetação, o retrato da família foi difícil de captar. Recordo o regozijo do guia, ao avisar os colegas da localização dos animais. Vimos elefantes. Enormes, marcavam o seu território com assustadores urros. Vimos zebras, girafas, búfalos, veados, etc., etc., etc. Vimos muitos macacos. Atrevidos, aproximavam-se da viatura à espera de comida. Foi uma experiência interessantíssima e inesquecível!


Mais fotos aqui.

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