31 maio, 2010

Dragão

Sou DRAGÃO no horóscopo chinês.
Este foi comprado no país do sol nascente.
Quando o olho busco a força, a sabedoria e a luz.
(
aqui)
Posted by Picasa

Orquídeas

Na passada semana a F. e o V. ofereceram-me esta lindíssima orquídea.
A acompanhá-la vinha a seguinte nota: regar 1 a 2 vezes por semana, não deixar água no prato, o vazo deve ser transparente, não necessita de ser mudada para um vaso maior.
Fiquei deslumbrada e assustada: como vou eu tratar desta formosura?
Parti à descoberta de dicas e conselhos. Pesquisei, pesquisei e mais me assustei…
Fiquei a saber que o primeiro passo para cultivar uma orquídea é proceder à sua correcta identificação. A tarefa não é fácil já que existem 750 géneros e 20.000 espécies de orquídeas. E agora?
Fiquei a saber que é fácil para algumas pessoas mantê-las deslumbrantes, mas para outras é muito complicado. E agora?
Fiquei a saber que há inúmeros coleccionadores de orquídeas, que tudo sabem sobre esta planta que dá flores belas e elegantes. E agora?
Vou ter de me esforçar para conseguir manter esta preciosidade…
Obrigada!
Posted by Picasa

27 maio, 2010

Coleccionar - ímanes para o frigorífico

Não tenho espírito de coleccionadora, mas isso não significa que não vá amontoando coisas e coisinhas por todos os cantos da casa.
O meu prazer no coleccionar (ou amontoar…) é o de guardar memórias de momentos, de locais, de sentimentos, de razões que me levaram a optar por isto ou aquilo, e isso basta-me.
Algumas dessas coisas são compradas, outras são oferecidas por amigos e familiares que sabem das minhas manias e acabam por ver facilitada a escolha das minhas ofertas.
O que gosto eu de coleccionar?
Sei lá… ímanes para o frigorífico, bonequinhas típicas dos países onde já estive, caixinhas e pratos da Vista Alegre, caixinhas em casquinha, molduras em estanho (adoro!), budas, marcadores para livros, livros (não só colecciono como leio…), discos, lenços, cachecóis, luvas, carteiras, sapatos, chapéus-de-chuva, óculos de sol, pulseiras, relógios, etc., etc.
Por exemplo, os ímanes para o frigorífico – gosto de os olhar muito coloridos, bem alinhados, a recordarem-me todos os dias os sítios maravilhosos por onde já andei, qual atlas do prazer dentro da minha cozinha.
Já são bastantes.
E não estão todos, porque inicialmente não lhes achava grande piada e, portanto, não os comprava, e porque outros, mais rebeldes, caíram e partiram-se em mil bocadinhos, sem hipótese de recuperação.
Ao comprá-los, encanto-me com a sua beleza e antecipo o prazer de os admirar na minha cozinha, repetidamente.
Ao olhá-los, mais tarde, recordo o lugar da compra e antecipo a felicidade de novas partidas.
Ímanes para o frigorífico - gosto!
Posted by Picasa

26 maio, 2010

Controlo da vida

“Há coisas no meu destino que eu não posso controlar, mas há outras que estão sobre a minha alçada…. Posso decidir como passo o meu tempo, com quem interajo, com quem partilho o meu corpo, vida, dinheiro e energia. Posso seleccionar aquilo que como, leio e estudo. Posso escolher a forma como vou reagir às circunstâncias menos felizes da minha vida…. Posso escolher as minhas palavras e o tom de voz em que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher os meus pensamentos.”
“Comer, orar, amar” - Elizabeth Gilbert - ed. Bertrand
Posted by Picasa

Vamos jantar fora?

Sempre gostei de conhecer e jantar em restaurantes.
Há uns anos atrás, quando o nosso dinheiro ainda era o Escudo, eu e o meu marido tínhamos por hábito jantar fora todas as sextas-feiras. O prazer não estava apenas no jantar fora, mas na descoberta dos restaurantes de Lisboa e arredores.
Era engraçadíssimo!
Durante a semana pesquisávamos as críticas e sugestões da imprensa e as dicas dos amigos e conhecidos. Depois, à sexta-feira, partíamos à conquista de mais um espaço de degustação.
No final do repasto havia que qualificar o restaurante e aí entrava eu com a minha longa lista anual, onde anotava a classificação devida: MB (muito bom), B (bom), V (voltar), NV (não voltar).
Os meus níveis de qualificação passavam pela localização, pela decoração, pelo ambiente, pelo atendimento, pelo cardápio, pela garrafeira e, mais importante, pela criatividade, preparação e apresentação dos pratos.
E as pequenas atenções do pessoal? Bem, também as qualificava e gratificava.
Era um arquivo seriamente organizado. E muito requisitado pelos amigos.
Nessa altura conhecemos a grande maioria dos restaurantes da capital.
Alguns eram baratos e bons, outros caros e fracos, outros muito caros mas excelentes.
Dávamos preferência aos restaurantes seguidores da cozinha tradicional portuguesa. Fugíamos da gastronomia importada, mas por vezes caíamos em tentação e o resultado era sempre o mesmo – NV.
Alguns permanecem na minha memória, pelas melhores razões: Conventual, Casa da Comida, Pap’Açorda, Pabe, Solar dos Presuntos, Bica do Sapato, Tavares Rico, Gambrinus, Mezzaluna, Solar dos Presuntos, Solar dos Nunes, São Jerónimo, Terreiro do Paço, Tasquinha d’ Adelaide, Valle Flôr, Uai, Vela Latina, XL, A Pastorinha, Fortaleza do Guincho, Porto de Santa Maria, Estoril Mandarim e muito, muitos outros.
Acreditem, conhecemos quase todos.
Mais tarde passámos à descoberta de restaurantes em outras regiões.
Optámos pelo domingo para deambular estrada fora à procura do melhor da nossa cozinha.
Um assombro!
Desta experiência falarei numa outra ocasião.
Posted by Picasa

25 maio, 2010

Mal te vi...

Mal te vi
Compreendi que estavas só e carente
Andavas sem destino para cá e para lá
Meio perdido, meio tresloucado
Não falavas, não ouvias, não olhavas
Apenas gesticulavas sem sentido
Estavas só e só querias permanecer
Nada transmitias a quem se aproximava
Nada deixavas transparecer
Nem dor, nem fome, nem mágoa
Mantinhas-te retraído, desalentado, envergonhado
Por onde vagueava a tua mente?
Posted by Picasa

Roupa... mais roupa...

Ocupei várias horas da passada semana a tirar roupa de inverno dos armários e das gavetas e a substitui-la por roupa de verão.
E porquê? Porquê o espaço cá em casa não é muito. Digo eu, claro…
Recorro, então, à ampla arrecadação onde guardo a roupa que não está a ser usada em malas, malinhas, sacos e saquinhos. Mas atenção, estas não estão amontoadas, estão arrumadas.
Este ritual da troca da roupa dá trabalho, muito gozo e, em determinadas situações, muita tristeza.
O trabalho começa com o tirar da roupa das malas, onde foi metida lavadinha e dobradinha, para de novo ser lavada e arrumada, só que agora nos armários e gavetas. Confuso, não?
Confusa fico eu quando começo a ver montes formarem-se à minha volta: montes de roupa para colocar na máquina, montes de roupa para mandar limpar a seco, montes de roupa para engomar, montes de roupa para arrumar. Que estopada!
O gozo é aperceber-me de que mesmo fechada durante vários meses a roupita está sem buracos de traça, apresentável e desejosa de ser mostrada.
A tristeza, essa surge quando constato que não irei caber no vestidinho de lycra, nas calças coleantes, na saia justa, na blusinha decotada, nos calções curtinhos, nos inúmeros biquínis que trouxe do Brasil.
Limito-me a olhar, arrependida dos excessos cometidos e consciente de que não há lágrimas amargas que desfaçam os quilos de gordura acumulados nos dias frios de inverno. Há que tomar medidas drásticas: dieta e muito, muito exercício físico.
Entretanto, a operação continua com a selecção da roupa que não foi usada no ano passado. Será que vai ser usada este ano? No meu íntimo sei que não.
Então porque não consigo desfazer-me dela? Porque é de qualidade, porque me recorda momentos que vivi e onde os vivi, porque penso que voltarei a usá-la? Não sei mesmo.
Repito o compromisso anual “este ano não vou comprar roupa” mas… não resisto aos novos modelitos. Talvez seja desta que cumprirei o compromisso, ou não estivéssemos em época de crise…
Entretanto, selecciono algumas peças de roupa para serem alargadas, outras encurtadas. Sim porque cheguei à idade do “alargamento para os lados” e do “encolhimento para baixo”.
É dose!
Repetirei esta operação no próximo Outono. Irei caber nas camisolas?
Posted by Picasa

24 maio, 2010

Amigo

É aquele que ouve atentamente
Aquele que aconselha nas indecisões
Aquele que nada pede em troca
Aquele que conforta com uma só palavra
Aquele que diz “não” quando é preciso
Aquele que mesmo longe está sempre perto
Aquele que nos faz sorrir
Aquele que atenua os nossos medos
Aquele que respeita os nossos silêncios
Aquele que diz: Estou aqui!
Sempre!
Posted by Picasa

22 maio, 2010

O paradoxo do tempo

“A vida é sempre agora. Toda a nossa vida se desenrola neste constante Agora. Até os momentos passados ou futuros só existem se nos lembrarmos deles ou se os anteciparmos, e fazemo-lo pensando neles no único momento que existe: o momento presente.
O momento presente é útil como um meio para atingir um fim. Conduz-nos a um momento futuro que é considerado mais importante, apesar de o futuro nunca existir a não ser na forma do momento presente, não passando, por isso, de um pensamento na nossa cabeça. Por outras palavras, nunca estamos plenamente aqui porque estamos sempre ocupados a tentar chegar a outro sítio.”
Eckhart Tolle - “Um novo mundo” (ed. Pergaminho)
Posted by Picasa

Captei e... guardei!

Fim de tarde numa praia de Cascais.
Maravilha!
Posted by Picasa

21 maio, 2010

Pai Frutuoso A.

Este ano, se fosse vivo o meu outro pai – Frutuoso A. – faria 100 anos.
Partiu em 1999, mas durante 89 anos a família e os amigos conviveram com a sua força, a sua alegria, o seu exemplo de honestidade.
Lamentavelmente conheci-o na etapa final da vida, quando as maleitas físicas já se faziam sentir e a qualidade de vida começava a diminuir.
Mantinha intacto o amor pela família.
E foi a família que me contou histórias do passado que não vivi.
Soube que muito jovem partiu de uma aldeia no inteior interior – Sobral - para um país distante – Moçambique - e de mato fez milagres “A Chibata”.
Soube que acompanhava os trabalhadores de manhã à noite e a todos respeitava.
Soube que ali constituiu família, e ali nasceram os filhos e netos.
Soube que gostava de conviver com os amigos, de preferência em sua casa, provando e dando a provar os petiscos feitos pela mulher que o acompanhou até ao último suspiro.
Soube que ajudava todos os que o procuravam necessitados.
Soube que ganhava aos amigos quando apostavam quem beberia mais whiskies (com muita água, era assim que se bebia).
Soube que por vezes o carro que conduzia saía do alcatrão, e os filhos atrás riam sem parar.
Soube que ao decidir regressar a Portugal (na altura em que todos, ou quase todos o fizeram) deixara para trás tudo o que criara a partir do nada.
Soube que a tristeza começou a tomar conta da sua vida e só encontrava consolo na família.
Passava os dias entre Campo de Ourique e o Sobral (o regresso às origens, sempre). Lá carregava baterias, aqui envelhecia entre quatro paredes que o aprisionavam e lhe lembravam os horizontes sem fim que deixara em África.
Nos últimos anos passou por situações críticas e dolorosas que não quero recordar. Quero sim recordar, o carinho que me deu sempre.
Sei que sentiu que eu o acompanhei, o admirei, o acarinhei e o estimei sempre.
Onde estiver – um beijo de enorme saudade.
Posted by Picasa

Silêncio

No teu silêncio busco carinho
No teu silêncio acalmo a minha dor
No teu silêncio fantasio amores e desamores
No teu silêncio perco a minha rota.

No teu silêncio deixo sombrias memórias
No teu silêncio ultrapasso fraquezas
No teu silêncio começo a encontrar-me
No teu silêncio não sucumbirei silenciosa.
Posted by Picasa

18 maio, 2010

Força F.

Por vezes a vida prega-nos partidas arrepiantes.
Não te deixes abater pelo desânimo,
Tu és forte.

Quando chegaste a uma etapa da vida em que deverias usufruir plenamente do conforto, paz, alegria e todo o amor do mundo, a vida desafiou-te para outro combate desigual.
Mas tu és forte.

Venceste um primeiro combate. Vencerás o próximo.
Com o apoio do anjo da guarda que te acompanha tudo ficará mais fácil.
Tenho a certeza.
Vou ficar à tua espera, para festejarmos a vitória.
Posted by Picasa

Solidão

Ela
Fala e ninguém a ouve
Revela-se e ninguém a vê
Acaricia e ninguém a sente.

O mundo fecha-se, frio, irreal.

Deprimida
Remexe o passado,
Receia o futuro,
Não vive o presente.
Posted by Picasa

Saberei eu amar?

Saberei eu amar?
Por vezes parece que não.
E tu, sabes?

Saberei eu amar?
Por vezes parece que sim.
E tu, sabes?

Como não te posso mudar
Vou continuar a amar à minha maneira:
VERDADEIRA.
Posted by Picasa

10 maio, 2010

Acreditem ou não...


Fui eu que pintei utilizando a técnica do guardanapo com craquelê.
Posted by Picasa

Aravind Adiga - "O Tigre Branco"

“O Tigre Branco” (Ed. Presença), romance de estreia de Aravind Adiga, premiado com o Man Booker Prize 2008, é um retrato duro, sarcástico e mordaz do sistema social de castas na Índia.
É com muito humor negro que o protagonista/narrador, Balram Halwai, conhecido como Tigre Branco, ou, como ele se intitula “indiano mal-amanhado, empresário autodidacta, homem de acção e de mudança”, vai relatar a história da sua vida ao primeiro-ministro chinês, pouco dias antes de uma visita deste a Bangalore “para aprender como criar uns quantos empresários chineses”, dando-lhe a conhecer o segredo do sucesso da sua vida empresarial e a verdade sobre o “milagre económico” indiano, na era da globalização.
“Ao que consta, senhor, vocês os chineses, encontram-se muito adiantados em relação a nós em todos os aspectos, à excepção de não terem empresários. E a nossa nação, apesar de não ter água potável, nem electricidade, nem sistema de esgotos, nem transportes públicos, nem regras de higiene, nem disciplina, nem boas maneiras, nem pontualidade, verdade seja dita que empresários não lhe faltam. São aos milhares”.
“Se eu estivesse a construir um país, começava pelas canalizações dos esgotos, passaria depois à democracia e só então andaria por aí a distribuir panfletos e estátuas de Gandhi às pessoas”.
Balram, nado e criado na “Índia da Escuridão”, o interior miserável da Índia, não se conforma com o papel que lhe está destinado e parte em busca de uma nova vida na “Índia da Luz”. No trajecto da aldeia para a cidade trabalha numa casa de chá onde faz um “trabalho com uma desonestidade, uma falta de dedicação e uma falsidade quase absolutas” que se revelará “uma experiência profundamente enriquecedora”.
Em Deli torna-se motorista de uma família rica, comete um crime, apodera-se do dinheiro do patrão e dali em diante “a história irá tornar-se muito mais escura” – narrando como “fui corrompido e, de idiota gentil e inocente da aldeia, me transformei num indivíduo citadino a tresandar a deboche, depravação e maldade”.
Vislumbra, então, uma oportunidade de negócio. Monta uma empresa de aluguer de automóveis para transporte dos empregados das empresas de subcontratação, que à noite trabalham na Índia para os americanos através do telefone.
Tem a cabeça a prémio, suborna a polícia, sabe que “ser apanhado é sempre uma possibilidade a ter em conta” na Índia. “Podemos dar aos polícias todos os envelopes… se eles quiserem podem sempre lixar-nos”.
O que lhe reserva o futuro?
Fabuloso!
Posted by Picasa