26 maio, 2010

Vamos jantar fora?

Sempre gostei de conhecer e jantar em restaurantes.
Há uns anos atrás, quando o nosso dinheiro ainda era o Escudo, eu e o meu marido tínhamos por hábito jantar fora todas as sextas-feiras. O prazer não estava apenas no jantar fora, mas na descoberta dos restaurantes de Lisboa e arredores.
Era engraçadíssimo!
Durante a semana pesquisávamos as críticas e sugestões da imprensa e as dicas dos amigos e conhecidos. Depois, à sexta-feira, partíamos à conquista de mais um espaço de degustação.
No final do repasto havia que qualificar o restaurante e aí entrava eu com a minha longa lista anual, onde anotava a classificação devida: MB (muito bom), B (bom), V (voltar), NV (não voltar).
Os meus níveis de qualificação passavam pela localização, pela decoração, pelo ambiente, pelo atendimento, pelo cardápio, pela garrafeira e, mais importante, pela criatividade, preparação e apresentação dos pratos.
E as pequenas atenções do pessoal? Bem, também as qualificava e gratificava.
Era um arquivo seriamente organizado. E muito requisitado pelos amigos.
Nessa altura conhecemos a grande maioria dos restaurantes da capital.
Alguns eram baratos e bons, outros caros e fracos, outros muito caros mas excelentes.
Dávamos preferência aos restaurantes seguidores da cozinha tradicional portuguesa. Fugíamos da gastronomia importada, mas por vezes caíamos em tentação e o resultado era sempre o mesmo – NV.
Alguns permanecem na minha memória, pelas melhores razões: Conventual, Casa da Comida, Pap’Açorda, Pabe, Solar dos Presuntos, Bica do Sapato, Tavares Rico, Gambrinus, Mezzaluna, Solar dos Presuntos, Solar dos Nunes, São Jerónimo, Terreiro do Paço, Tasquinha d’ Adelaide, Valle Flôr, Uai, Vela Latina, XL, A Pastorinha, Fortaleza do Guincho, Porto de Santa Maria, Estoril Mandarim e muito, muitos outros.
Acreditem, conhecemos quase todos.
Mais tarde passámos à descoberta de restaurantes em outras regiões.
Optámos pelo domingo para deambular estrada fora à procura do melhor da nossa cozinha.
Um assombro!
Desta experiência falarei numa outra ocasião.
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