31 dezembro, 2011

20 dezembro, 2011

O espírito de Natal em Vieira de Leiria

Não foi necessário investir muitos euros para levar a magia do Natal às ruas de Vieira de Leiria.
A beleza está na simplicidade dos materiais utilizados.
Parabéns!
Lisboa, a capital deste país à deriva, nada fez para que os lisboetas esquecessem por uns dias a crise e se deslumbrassem com o brilho e a magia de uma árvore de Natal.
As aberrações natalicias que instalaram em várias zonas da cidade não passam disso mesmo - aberrações.
Que vergonha!

19 dezembro, 2011

Boas Festas - muito amor, paz e alegria


Gesso pintado a acrílico por Teresa Dias.

14 dezembro, 2011

Parabéns Carolina!

Hoje, 14 de Dezembro, a minha netinha Carolina faz 9 meses.
Já não a vejo há tantos, tantos dias…
Através de fotografias vou acompanhando o seu crescimento, mas não é a mesma coisa…
Está grandona e cada dia mais linda, sorridente, feliz.
Os papás rejubilam de felicidade.
Eu aguardo impaciente pelo Natal.
Por enquanto, vou imaginando uma festa mágica, com muita alegria e muito amor.
E muitas prendinhas para a minha netinha.
É linda a minha netinha!
Que Deus a guarde.

06 dezembro, 2011

Mãe Amélia A.

Este ano, se fosse viva, a minha outra mãe – Amélia A. – faria 100 anos.
Partiu em 2001. Lamentavelmente conheci-a na etapa final da vida, mas ainda foram 14 anos de muito convívio, muito carinho, muito mimo. De ela para mim e de mim para ela. Sem limites.
O que sei do seu passado foi contado pela família. Aliás, esta família gosta de festejar o passado. Sem ressentimentos.
Soube que muito jovem deixou a família numa aldeia interior e viajou para um país distante – Moçambique – onde a esperava o homem íntegro que a amou de verdade
Soube que a cozinha não tinha segredos para ela, quando preparava gostosos petiscos para a família, amigos ou apenas conhecidos. Ainda hoje, a lembrança do seu queijo e dos seus enchidos faz “babar” muita gente.
Soube que tinha mãos de fada para a costura e bordados. Deixou toalhas de mesa maravilhosas.
Soube que ajudava todos os que a procuravam e era a amiga fiel que todas as mulheres desejam ter por confidente.
Soube que quando regressou a Portugal com o companheiro de sempre, foi com coragem que deixou para trás o mais importante período da sua vida: casamento, nascimento dos filhos, chegada dos netos.
Eu conheci-a num dia de 1987.
Inibida, esperei uma reacção fria e distante. Mas ela, olhou-me com os olhos mais meigos que alguma vez vi e deu-me o abraço mais doce que alguma vez senti.
Fiquei tão feliz, tão feliz, que naquele preciso momento decidi que ela seria a minha terceira mãe. Não me arrependi. Nunca.
Os últimos anos não foram fáceis. A doença e a morte do marido, a separação da família quando foi levada para um lar, e problemas de saúde, entristeceram o seu olhar e o seu sorriso, para sempre.
Como eu era a familiar com maior disponibilidade de tempo, decidi que a visitaria no lar diariamente. Ela esperava, ansiosa, que eu levasse e lhe desse o lanche da tarde. E esperava, também, pelo mimo que eu agora lhe dava em dobro a ela. Sozinhas, falávamos muito e riamos ainda mais. A alegria pairava naquele quarto impessoal até ao minuto triste da despedida.
Com a saúde cada vez mais debilitada foi internada num hospital.
Visitei-a sempre.
Naquele último dia encontrei-a ligada a inúmeras máquinas, de olhos fechados, com uma respiração estranha. Assustada e triste, decidi ficar junto dela até ao fim da visita. Falei, falei, mas ela não emitiu qualquer som. Segurei, então, as suas mãos magras nas minhas e falámos através do coração. Jamais senti que seria a nossa última conversa, mas foi.
Morreu sozinha, dez minutos depois de eu a ter olhado, acariciado, beijado e abandonado naquele hospital. E prometido que voltaria no dia seguinte.
Eu fiz tudo para que ela se sentisse acompanhada e acarinhada.
Ela quis que eu fosse a última pessoa a vê-la com vida.
Eu nunca a esquecerei.
Obrigada mãe Amélia, e um beijo de enorme saudade.

Deus deu-me uma mãe maravilhosa mas um pouco fria e distante. Compensou-me com duas sogras fantásticas que me deram mimo e carinho de forma incomensurável.
São duas estrelinhas que brilham no céu.

27 novembro, 2011

Marisa no "Alta definição"

Todos os sábados vejo, com muito agrado, o “Alta definição”, um programa de entrevistas extraordinárias, conduzido por um espectacular entrevistador, de nome Daniel Oliveira.
Maria – a fadista – foi ontem a entrevistada, naquele que classifico como um dos melhores programas.
Confesso-me uma não fã da fadista, embora reconheça o importante papel que tem tido na divulgação do fado – logo da identidade portuguesa - além fronteiras.
Confesso, também, que me arrepio sempre que a oiço cantar “Ò gente da minha terra…” na televisão. A rapariga, mulher e agora mãe tem um vozeirão e uma figura imponente no palco. Imagino o que será vê-la ao vivo...
Mas, voltando à entrevista de ontem, Marisa esteve soberba.
Falou da carreira, do amor pela família, do período menos colorido aquando do nascimento do filho e da felicidade total que vive no momento. Falou de uma maneira tão natural, sincera, intimista e “transparente”que me agarrou ao ecrã do primeiro ao último minuto da conversa (prefiro chamar-lhe assim) com o Daniel.
Obrigada Marisa pela lição de amor, serenidade e esperança que deixou no ar.
Que a sua carreira continue plena de sucessos e que o filhote cresça saudável.

(Quem não viu o programa na SIC pode vê-lo na SIC Mulher. É excelente!)

25 novembro, 2011

Os retornados de África

Descemos as escadas do avião e a minha irmã disse, estamos na metrópole. Não sabíamos o que havíamos de fazer. Foi esquisito pisar na metrópole, era como se estivéssemos a entrar no mapa que estava pendurado na sala de aula.
Corria o ano de 1975, Portugal vivia em pleno processo revolucionário e assistia ao ruir do império.
Em poucos meses, mais de meio milhão de portugueses foram forçados a abandonar as colónias e a regressar à metrópole. Eram os “retornados”.

Acabei de ler este livro de Dulce Maria Cardoso. Veja a minha opinião aqui.

18 novembro, 2011

Muro de silêncios - ciúme


"Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que o meu ciúme faça sofrer o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e principalmente por ser comum."
Palavras de Roland Barthes.

Terapia?
Destruição do muro de silêncios.

(Foto tirada da net)

15 novembro, 2011

"Segurem" o paredão de Cascais...

Sempre que vem o mau tempo... o paredão de Cascais "vai a baixo".
A reparação demora meses...
O mau tempo volta... e as coisas repetem-se.
Que raio de obras são estas?
Haja alguém na Câmara de Cascais que fiscalize as empresas que "brincam" às reparações.



14 novembro, 2011

Parabéns Carolina!

Hoje, 14 de Novembro, a minha netinha Carolina faz 8 meses.
Nos últimos 30 dias os papás só me mandaram duas fotografias. Soube a pouco...
Só duas, mas deu para ver que ela está ainda mais bonita, grande, gordinha e com bastante cabelinho loiro. E com um sorriso que enche o mundo de alegria.
Já conto os dias que faltam para o Natal.
Nessa altura vou estar com ela.
Vou olhá-la, abraçá-la, beijá-la e rejubilar de contentamento.
É linda a minha netinha!
Que Deus a guarde.

12 novembro, 2011

Os retornados de África

Comprei ontem este novo livro de Dulce Maria Cardoso.
Pelo que já li e ouvi sobre o livro, trata-se do relato do retorno a Portugal, em 1975, de portugueses que viviam em Angola, de entre os quais a própria autora, ainda criança.
Estou curiossissima, porque também eu abandonei Moçambique, em Março de 1975, com destino a Lisboa.
Vim com o meu marido e um filho de 4 meses, ainda no aconchego da minha barriga.
No aeroporto de Lisboa esperavam-me quatro rostos que conhecia de fotografias: os meus sogros e os meus cunhados.
Nesta cidade cinzenta e fria não tinha um amigo, um conhecido.
Os meses passavam e as lágrimas não paravam de cair, até que em Agosto nasce o meu filhote.
Sozinha com ele, aprendi a ser mãe, reaprendi a ter esperança e deixei de chorar.
Dois anos depois os meus pais e a minha irmã também regressaram. Finalmente a família estava reunida. Havia que guardar memórias num cantinho especial do coração e seguir em frente.
Foi o que fiz!

11 novembro, 2011

A força das palavras...



Escreve na areia as falhas dos teus amigos.






Pitágoras
Filósofo e matemático grego

06 novembro, 2011

Os meus livros de autógrafos

Um dia destes, ao mexer na caixa de memórias que guardo na arrecadação, encontrei dois livros de autógrafos dos meus 11 - 12 e 13 anos. Sim, eu sou do tempo em que os adolescentes coleccionavam autógrafos: de colegas, de professores, de familiares, de amigos e de ídolos.
Uau!
Fiquei contentissima!
Desfolhei folha por folha, com todo o cuidado.
Li e reli, todas as frases e versos.
Mirei e admirei, os desenhos simples e os mais elaborados.
Tentei associar os nomes a rostos, mas não consegui.
Descobri alguns conselhos de professoras da Escola Técnica Elementar Governador Joaquim de Araújo, que frequentei em Lourenço Marques (actual Maputo).
E não é que descobri que tenho um autógrafo do rei Eusébio?
Eu, que ainda usava fraldas e o meu pai já queria que eu fosse sportinguista... e eu fui!
E tenho, também, um autógrafo do Conjunto Académico João Paulo, cujas baladas lamechas me deixavam de "coração à banda".
Eu, que na altura "namoriscava" com um baterista (...), não falhava um espectáculo musical, nem tarde dançante. Não dançava (que o respeitinho era muito bonito) mas ficava horas a fio a olhar embevecida para os gestos tresloucados dele, a martelar nos bombos, ferrinhos e pandeiros. 
Os meus pais estranhavam o meu comportamento... mas não adivinhavam que o meu coração galopava ao compasso daquela bateria.
Bons tempos!

Foram instantes de magia que vivi ao mexer na minha caixa de memórias.
Já decidi - vou continuar a procurar mais motivos de puro prazer.
Kanimambo Moçambique, por estas memórias fabulosas!

05 novembro, 2011

31 outubro, 2011

"Emprestadar" livros...

Tinha eu 12 anos, a Nina tornou-se a minha melhor amiga. Éramos da mesma idade. Andávamos na mesma escola. Vivíamos no mesmo prédio. Éramos inseparáveis.
A Iolanda, irmã da Nina, tinha mais dez anos que nós. Naquela altura dez anos de diferença, fazia mesmo uma grande diferença. A Iolanda já trabalhava, nós estudávamos. A Iolanda já namorava, nós devorávamos cinema, coleccionávamos cadernetas de cromos, líamos fotonovelas e ouvíamos vezes sem conta as canções meladas da época.
Teria eu dezoito anos, a Iolanda, agora mãe solteira de um lindo menino loiro, adoptado por todos os vizinhos, deixou a casa dos pais e foi viver sozinha para um apartamento pequeno, lindo e perto de nós.
Adorava ir a casa dela. Era arrumada, confortável, bem decorada e… tinha muitos livros.
(Continua)

Veja aqui o texto completo.

29 outubro, 2011

25 outubro, 2011

Lisboa... está suja!

Lado a lado - o brilho e a beleza inigualável do Tejo e a imundice num local privilegiado de Lisboa.
Vergonha!