27 novembro, 2011

Marisa no "Alta definição"

Todos os sábados vejo, com muito agrado, o “Alta definição”, um programa de entrevistas extraordinárias, conduzido por um espectacular entrevistador, de nome Daniel Oliveira.
Maria – a fadista – foi ontem a entrevistada, naquele que classifico como um dos melhores programas.
Confesso-me uma não fã da fadista, embora reconheça o importante papel que tem tido na divulgação do fado – logo da identidade portuguesa - além fronteiras.
Confesso, também, que me arrepio sempre que a oiço cantar “Ò gente da minha terra…” na televisão. A rapariga, mulher e agora mãe tem um vozeirão e uma figura imponente no palco. Imagino o que será vê-la ao vivo...
Mas, voltando à entrevista de ontem, Marisa esteve soberba.
Falou da carreira, do amor pela família, do período menos colorido aquando do nascimento do filho e da felicidade total que vive no momento. Falou de uma maneira tão natural, sincera, intimista e “transparente”que me agarrou ao ecrã do primeiro ao último minuto da conversa (prefiro chamar-lhe assim) com o Daniel.
Obrigada Marisa pela lição de amor, serenidade e esperança que deixou no ar.
Que a sua carreira continue plena de sucessos e que o filhote cresça saudável.

(Quem não viu o programa na SIC pode vê-lo na SIC Mulher. É excelente!)

25 novembro, 2011

Os retornados de África

Descemos as escadas do avião e a minha irmã disse, estamos na metrópole. Não sabíamos o que havíamos de fazer. Foi esquisito pisar na metrópole, era como se estivéssemos a entrar no mapa que estava pendurado na sala de aula.
Corria o ano de 1975, Portugal vivia em pleno processo revolucionário e assistia ao ruir do império.
Em poucos meses, mais de meio milhão de portugueses foram forçados a abandonar as colónias e a regressar à metrópole. Eram os “retornados”.

Acabei de ler este livro de Dulce Maria Cardoso. Veja a minha opinião aqui.

18 novembro, 2011

Muro de silêncios - ciúme


"Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que o meu ciúme faça sofrer o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e principalmente por ser comum."
Palavras de Roland Barthes.

Terapia?
Destruição do muro de silêncios.

(Foto tirada da net)

15 novembro, 2011

"Segurem" o paredão de Cascais...

Sempre que vem o mau tempo... o paredão de Cascais "vai a baixo".
A reparação demora meses...
O mau tempo volta... e as coisas repetem-se.
Que raio de obras são estas?
Haja alguém na Câmara de Cascais que fiscalize as empresas que "brincam" às reparações.



14 novembro, 2011

Parabéns Carolina!

Hoje, 14 de Novembro, a minha netinha Carolina faz 8 meses.
Nos últimos 30 dias os papás só me mandaram duas fotografias. Soube a pouco...
Só duas, mas deu para ver que ela está ainda mais bonita, grande, gordinha e com bastante cabelinho loiro. E com um sorriso que enche o mundo de alegria.
Já conto os dias que faltam para o Natal.
Nessa altura vou estar com ela.
Vou olhá-la, abraçá-la, beijá-la e rejubilar de contentamento.
É linda a minha netinha!
Que Deus a guarde.

12 novembro, 2011

Os retornados de África

Comprei ontem este novo livro de Dulce Maria Cardoso.
Pelo que já li e ouvi sobre o livro, trata-se do relato do retorno a Portugal, em 1975, de portugueses que viviam em Angola, de entre os quais a própria autora, ainda criança.
Estou curiossissima, porque também eu abandonei Moçambique, em Março de 1975, com destino a Lisboa.
Vim com o meu marido e um filho de 4 meses, ainda no aconchego da minha barriga.
No aeroporto de Lisboa esperavam-me quatro rostos que conhecia de fotografias: os meus sogros e os meus cunhados.
Nesta cidade cinzenta e fria não tinha um amigo, um conhecido.
Os meses passavam e as lágrimas não paravam de cair, até que em Agosto nasce o meu filhote.
Sozinha com ele, aprendi a ser mãe, reaprendi a ter esperança e deixei de chorar.
Dois anos depois os meus pais e a minha irmã também regressaram. Finalmente a família estava reunida. Havia que guardar memórias num cantinho especial do coração e seguir em frente.
Foi o que fiz!

11 novembro, 2011

A força das palavras...



Escreve na areia as falhas dos teus amigos.






Pitágoras
Filósofo e matemático grego

06 novembro, 2011

Os meus livros de autógrafos

Um dia destes, ao mexer na caixa de memórias que guardo na arrecadação, encontrei dois livros de autógrafos dos meus 11 - 12 e 13 anos. Sim, eu sou do tempo em que os adolescentes coleccionavam autógrafos: de colegas, de professores, de familiares, de amigos e de ídolos.
Uau!
Fiquei contentissima!
Desfolhei folha por folha, com todo o cuidado.
Li e reli, todas as frases e versos.
Mirei e admirei, os desenhos simples e os mais elaborados.
Tentei associar os nomes a rostos, mas não consegui.
Descobri alguns conselhos de professoras da Escola Técnica Elementar Governador Joaquim de Araújo, que frequentei em Lourenço Marques (actual Maputo).
E não é que descobri que tenho um autógrafo do rei Eusébio?
Eu, que ainda usava fraldas e o meu pai já queria que eu fosse sportinguista... e eu fui!
E tenho, também, um autógrafo do Conjunto Académico João Paulo, cujas baladas lamechas me deixavam de "coração à banda".
Eu, que na altura "namoriscava" com um baterista (...), não falhava um espectáculo musical, nem tarde dançante. Não dançava (que o respeitinho era muito bonito) mas ficava horas a fio a olhar embevecida para os gestos tresloucados dele, a martelar nos bombos, ferrinhos e pandeiros. 
Os meus pais estranhavam o meu comportamento... mas não adivinhavam que o meu coração galopava ao compasso daquela bateria.
Bons tempos!

Foram instantes de magia que vivi ao mexer na minha caixa de memórias.
Já decidi - vou continuar a procurar mais motivos de puro prazer.
Kanimambo Moçambique, por estas memórias fabulosas!

05 novembro, 2011