06 novembro, 2011

Os meus livros de autógrafos

Um dia destes, ao mexer na caixa de memórias que guardo na arrecadação, encontrei dois livros de autógrafos dos meus 11 - 12 e 13 anos. Sim, eu sou do tempo em que os adolescentes coleccionavam autógrafos: de colegas, de professores, de familiares, de amigos e de ídolos.
Uau!
Fiquei contentissima!
Desfolhei folha por folha, com todo o cuidado.
Li e reli, todas as frases e versos.
Mirei e admirei, os desenhos simples e os mais elaborados.
Tentei associar os nomes a rostos, mas não consegui.
Descobri alguns conselhos de professoras da Escola Técnica Elementar Governador Joaquim de Araújo, que frequentei em Lourenço Marques (actual Maputo).
E não é que descobri que tenho um autógrafo do rei Eusébio?
Eu, que ainda usava fraldas e o meu pai já queria que eu fosse sportinguista... e eu fui!
E tenho, também, um autógrafo do Conjunto Académico João Paulo, cujas baladas lamechas me deixavam de "coração à banda".
Eu, que na altura "namoriscava" com um baterista (...), não falhava um espectáculo musical, nem tarde dançante. Não dançava (que o respeitinho era muito bonito) mas ficava horas a fio a olhar embevecida para os gestos tresloucados dele, a martelar nos bombos, ferrinhos e pandeiros. 
Os meus pais estranhavam o meu comportamento... mas não adivinhavam que o meu coração galopava ao compasso daquela bateria.
Bons tempos!

Foram instantes de magia que vivi ao mexer na minha caixa de memórias.
Já decidi - vou continuar a procurar mais motivos de puro prazer.
Kanimambo Moçambique, por estas memórias fabulosas!

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