02 fevereiro, 2011

"Um ano mais" - filme de Mike Leigh

Ontem fui ao cinema e vi um “filmão”.
O filme está dividido em 4 partes, as quatro estações de um ano, e é de forma exemplar que o realizador retrata as variações climáticas: cor – alegria, frio – nostalgia, no comportamento das personagens.
A história gira à volta de um feliz casal de meia-idade (Gerri (Ruth Sheen) – psicóloga, Tom (Jim Broadbent) - geólogo) e a relação deles com cinco frágeis e deprimidas personagens (amigos e familiares), que recebem no conforto da casa que habitam nos arredores de Londres, onde cada procura um pouco de felicidade, onde cada um afoga as mágoas à sua maneira e à mesa vão desfiando segredos, misérias, aspirações, frustrações.
Todas os personagens são notáveis, mas estas…
Mary (uma interpretação fabulosa de Lesley Manville) – amiga de Gerri, secretária, solitária, frágil, em depressão profunda, incapaz de aceitar o envelhecimento, que afoga as mágoas no vinho.
Ken (Peter Wight) – amigo de Tom, solitário, com sinais de doença, que se refugia no tabaco e na cerveja.
Joe (Oliver Maltman) – filho único do casal, que chegou aos 30 anos sem ter constituído a sua própria família.

Não é esta uma história real?
Não procuramos, ou conhecemos quem procura, a felicidade?

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